Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Paraná

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45 dias de greve na Diefra/Ecocataratas


Trabalhadores seguem na resistência contra a retirada de direitos fundamentais; caso avança na Justiça do Trabalho.

Toda história tem um fim, não importa o tamanho que ela tenha. Cedo ou tarde, o heroico movimento dos trabalhadores da Diefra, que tiveram direitos fundamentais usurpados pela empresa, chegará ao fim e a expectativa é que a Justiça seja feita.



A greve desse grupo de cerca de 70 trabalhadores começou em 01/04 e chega nesta quarta-feira (15) aos seus 45 dias de muita luta e resistência.



Há pouco tempo, todos trabalhavam para outra empresa, mas faziam os mesmos serviços de roçada na BR 277, no trecho entre as cidades de Guarapuava e Foz do Iguaçu, de responsabilidade da Concessionária Ecocataratas. O contrato da antiga empresa chegou ao fim e todos foram readmitidos pela Diefra, que assumiu as tarefas. Foi aí que começaram os problemas!



A Diefra, empresa com sede em Minas Gerais, insiste em não cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Paraná (Sintrapav-PR), entidade que representa essa categoria há muitos anos. A empresa cumprir a CCT do Siemaco de Cascavel, que não prevê a maioria dos direitos que antes os trabalhadores tinham, como pisos salariais melhores, vale refeição, café da manhã, cesta básica, participação nos lucros e resultados, entre outros. 



Os trabalhadores não aceitaram essa redução drástica de direitos e resolveram deflagrar a greve. De lá para cá, muita truculência por parte da empresa e quase nenhuma negociação. A Diefra optou por judicializar o caso.



A empresa ingressou com dissídio coletivo na Justiça do Trabalho. Já houve uma audiência de conciliação na 2ª Vara do Trabalho de Cascavel, mas não se chegou a um acordo entre as partes. Dessa forma, a ação seguiu para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR), em Curitiba, onde aguarda julgamento. 



Na última semana foi nomeado o juiz relator do caso. Ele vai elaborar um parecer e na sequência o processo segue para a Seção de Dissídios Coletivos do TRT-PR, na qual será julgado. Até lá, os trabalhadores seguem mobilizados em piquetes, confiantes de que a Justiça pode tardar, mas não vai falhar.