Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Paraná

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Manifestação dos trabalhadores da Diefra cobra respeito aos direitos e solução para a greve


Movimento paredista já dura 22 dias; protesto aconteceu em frente à sede da Concessionária de Rodovias Ecocataratas

Os trabalhadores que fazem a roçada da BR 277, no trecho entre Guarapuava e Foz do Iguaçu, realizaram um protesto nesta segunda-feira (22), em frente à sede da Concessionária Ecocataratas, em Cascavel, região Oeste do Estado.



A manifestação cobrou o respeito aos direitos da categoria e uma solução para a greve, que já dura 22 dias.



A Ecocataratas é a responsável pela concessão da rodovia. Há poucos meses, rompeu o contrato de prestação dos serviços de roçada e manutenção da pista. Os mesmos trabalhadores que antes faziam os serviços foram admitidos pela Diefra, empresa que assumiu o novo contratado.



Foi aí que começaram os problemas. A Diefra insiste em não cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Paraná (Sintrapav-PR), entidade que representa essa categoria há muitos anos.



A Diefra alega cumprir a CCT do Siemaco de Cascavel, que não prevê a maioria dos direitos que antes os trabalhadores tinham, como pisos salariais melhores, vale refeição, café da manhã, cesta básica, participação nos lucros e resultados, entre outros.  



Os trabalhadores não aceitaram as novas condições rebaixadas e estão em greve desde o dia 1º. “Só estamos cobrando o que é justo e de direito, que são as mesmas condições que esses trabalhadores tinham no antigo contrato. É um absurdo receber menos e perder muitos direitos por causa de uma troca de contrato, se o trabalho continua sendo exatamente o mesmo”, afirmou Fábio de Souza Godim, diretor do Sintrapav.



 



Justiça



A Diefra resolveu judicializar o impasse ao ingressar com ação de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho. Uma audiência de conciliação ocorreu no último dia 15, na 2ª Vara do Trabalho de Cascavel, mas não houve acordo entre as partes. Dessa forma, a ação seguiu para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR), em Curitiba, onde aguarda julgamento.