Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Paraná

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Trabalhadores da Diefra estão firmes na luta pela manutenção dos direitos


Greve completa cinco dias e mobilização cresce a cada instante. Resistência dos trabalhadores vai superar a truculência dos patrões.

Imagine a situação. Um trabalhador de serviço pesado tem direitos como piso salarial, café da manhã, cesta básica, vale refeição, participação nos lucros e resultados (PLR), entre outros. Parece justo para quem trabalha de sol a sol, à beira da estrada, fazendo a roçada, não é mesmo?



De repente, a empresa desse trabalhador encerra o contrato de prestação de serviços com a Concessionária responsável pela rodovia e outra empresa assume a empreitada. O trabalhador é recontratado imediatamente para fazer as mesmas tarefas. Só que com vários poréns. Salário mais baixo e sem a maioria dos direitos que tinha anteriormente. Injusto, não é?



Pois é exatamente o que acontece com um grupo de aproximadamente 70 trabalhadores que faz a roçada às margens da BR 277, no trecho entre Guarapuava e Foz do Iguaçu, de responsabilidade da Concessionária Ecocataratas.



Esses trabalhadores foram recontratados pela Diefra, empresa sediada em Minas Gerais, que insiste em não cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Paraná (Sintrapav-PR), entidade que representa essa categoria há muitos anos.



A Diefra alega cumprir a CCT do Siemaco de Cascavel, que não prevê a maioria dos direitos que antes os trabalhadores tinham.



Os trabalhadores não aceitam essas novas condições rebaixadas e decidiram em assembleia por deflagrar uma greve por tempo indeterminado. O movimento foi iniciado na última segunda-feira (01) e segue firme. Há piquetes em quatro pontos da BR 277: Cantagalo, Guaraniaçu, Cascavel e São Miguel do Iguaçu.



Uma mediação entre as partes (Sintrapav, Diefra e Ecocataratas) foi convocada para esta sexta-feira (05), no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Curitiba. As empresas foram convocadas e a expectativa é que compareçam no intuito de resolver o impasse.



Outra reunião de mediação foi marcada para o próximo dia 15 de abril, também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), só que desta vez em Cascavel. Até lá, se a empresa não aceitar negociar as reivindicações dos trabalhadores, a greve continua.