Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Paraná

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Empresas tentam impedir os trabalhadores de contribuírem com o Sindicato




A reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) alterou uma das principais fontes de receitas dos sindicatos, que é a contribuição sindical, mais conhecida como imposto sindical. Trata-se daquele desconto de um dia de trabalho no ano, destinado aos sindicatos, federações, confederações e Ministério do Trabalho.



Antes da reforma, a contribuição era compulsória, ou seja, cada empregado tinha o desconto automático na folha de pagamento do mês de março. Agora, com a nova lei, o desconto e recolhimento depende da autorização dos trabalhadores.



Não bastasse a mudança na lei que enfraqueceu a organização dos trabalhadores, as empresas têm problematizado ainda mais a situação ao dificultarem o repasse das contribuições ao Sindicato, mesmo com decisão soberana dos trabalhadores em assembleias e, em alguns casos, até com a autorização individual do desconto assinada por cada empregado.



Vários foram os casos registrados pelo Sintrapav de ingerência patronal nas decisões dos trabalhadores a respeito da contribuição. Os patrões sabem que dificultar o repasse enfraquece a luta da categoria e facilita a exploração da mão de obra.



O pagamento da contribuição sindical é instrumento de fortalecimento do trabalho diário de representatividade da categoria perante os empregadores.



Para que o Sintrapav permaneça atuante e representativo, é preciso que ele tenha força para implantar as políticas necessárias à defesa dos direitos e interesses da categoria. Isso depende do apoio dos trabalhadores, que são os grandes beneficiados com as ações do Sindicato.